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25 de abril

25 de abril

“Não vivi esse dia mas agradeço que ele tenha acontecido.” O 25 de Abril explicado pelas crianças Expresso _ “Não vivi esse dia mas agradeço que ele tenha acontecido.” O 25 de Abril explicado pelas crianças Mais informações

Encontro EUSTORY 2020 em Málaga »Transitions in Europe and the Legacies of La Transición in Spain and Beyond« 20 a 23 de fevereiro

At this year’s network meeting in Málaga, hosted by the Spanish foundation Real Maestranza de Caballería de Ronda (RMR), the focus was on dealing with the legacy of the Franco dictatorship. The conference programme was developed together with Körber-Stiftung.
What was so special about the way Spain managed the transition to a democratic constitution after Franco’s death in 1975? „La Transición”, the years leading up to the stable restoration of democracy in Spain at the beginning of the 1980s, was the topic of the annual meeting of representatives of EUSTORY competitions from more than 20 countries.

In contrast to Portugal, for example, where the authoritarian regime under Salazar was overcome in a revolution in 1974, the years of transition in Spain were supported by a broad social consensus that organised a peaceful, largely orderly transfer, and was accompanied by an amnesty for the crimes of the civil war as well as by a great continuity of personnel, for example, among the political elites. “The system has changed with the people,” is how one of the Spanish competition organisers described the phenomenon to his international colleagues.

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A nova disciplina de História, Culturas e Democracia (HCD) e o exercício da Democracia

Esta segunda-feira, o jornal Público anunciou a criação de uma nova disciplina, de caráter opcional para os alunos do 12º cuja disciplina de História não faz parte do currículo. Batizada com o nome de História, Culturas e Democracia (HCD), funcionará como uma oferta de escola e destinar-se-á aos alunos de Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas e Artes Visuais, ficando apenas de fora os alunos de Línguas Humanidades que continuarão a ter a disciplina de História A, como obrigatória ao longo do Ensino Secundário.

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Public Debate in Portugal

Together with a small team, you have developed the newly introduced discipline “História, Culturas e Democracia” (History, Cultures and Democracy) to be taught by history teachers in Portugal. Why was it needed?

In our country, students at the medium level could finish the subject of history after 9th grade at the age of 14/15. They could not continue studying issues related to civic or history education unless they selected Social Sciences. For 20 years, APH and others wanted to change that.

There was a momentum of trying to launch a new discipline that could bridge this gap and make an additional offer for this group after João Costa became Secretary of State of Education four years ago. At APH, we knew Costa from the joint development of a new history curriculum for Portugal in the years 2016-2018 and perceived him as a person who really thinks “out of the box”. Early this year, I proposed the idea to him of developing something new, and he was interested.

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Novos velhos problemas – a propósito de algumas reacões à nova disciplina de História, Culturas e Democracia

Em teoria, o programa da nova disciplina, ainda que com imperfeições e pontos discutíveis, pode ser o primeiro passo de um processo fundamental na revalorização social do ensino da História: a insistência no questionamento e no método como a operação mais segura para formar melhores cidadãos, analiticamente mais capazes, e protegidos das ‘ideologias’ que os vários campos políticos se acusam mutuamente de querer inserir nas escolas.

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Opinião: resposta do presidente da APH a Fátima bonifácio

Nós e os Outros: os equívocos de Fátima

Em plena Revolução Francesa, entre 19 e 26 de agosto de 1789, a Assembleia Constituinte decide que o texto da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão deve ser discutido e votado artigo a artigo. Comemoram-se, este ano, exatamente 230 anos sobre esse acontecimento.

Fátima(1) Bonifácio, comentadora e historiadora, revela, num artigo publicado no jornal “Público”, no passado dia 6 de julho, uma enorme falta de consciência histórica, ignorante que mostra ser do passado de que é herdeira. Começa por afirmar que ciganos e africanos não partilham as mesmas crenças religiosas e valores morais dos restantes portugueses, já que nem uns nem outros descenderiam dos Direitos Universais do Homem decretados pela Revolução Francesa de 1789.
Como não, se a grande maioria dos ciganos e africanos são cristãos e comunicam em português? Como não, se uma das características dos ciganos é a sua adaptabilidade aos contextos locais. Alguém acredita que, passados 500 anos da sua instalação em território nacional, não se teriam aculturado? A outra língua que também usam para comunicar entre si, o caló, mistura à língua original, derivada do sânscrito, inúmeras palavras portuguesas e espanholas. Quanto aos africanos, comunicarem (também) noutras línguas – sejam elas os crioulos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, o Umbundo, o Kimbundu, o Kikongo, o Nganguela, o Angone, o Citewe, o Macua, o Suaíli… – isso não os impede de partilharem os valores morais dos restantes portugueses. Tal como o facto de os imigrantes portugueses em França, nos EUA ou no Reino Unido comunicarem em português entre si não os impede de partilhar os valores morais da população desses países.
E o que dizer do argumento de que a causa dessa não partilha de valores se radica na não descendência dos Direitos Universais do Homem decretados pela Revolução Francesa? O que Fátima Bonifácio denomina Direitos Universais do Homem nada tem a ver com a Revolução Francesa. Deve querer referir-se à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, designação correta do documento votado em 2 de outubro de 1789 pela Assembleia Nacional Constituinte. A Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento adotado pela ONU em 10 de dezembro de 1948 que, como o próprio nome indica, sendo de aplicação universal, não contempla discriminações.
Quanto à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, podemos interpretá-la à luz de um contexto mais reduzido ou mais alargado. Se mais reduzido, as suas premissas destinar-se-iam apenas aos cidadãos franceses, o que encerraria a discussão – a ser assim, estaria automaticamente excluído quem o não fosse. Logo, também os portugueses não fariam parte do grupo dos eleitos. Se mais alargado, nada no documento aponta para a exclusão de determinados grupos, não existindo nenhuma referência a grupos étnicos.
Terminemos com uma citação de António Sérgio: “ousaremos perguntar desde já o seguinte: o pretender justificar-se pela unidade de raça não é coisa estrambótica perante a história num povo cujos processos de formação e expansão se caracterizaram sempre pela mestiçagem?”

(1) Nome próprio de origem árabe. Assim se chamava uma das filhas de Abul Alcacim Maomé ibne Abdalá ibne Abdal Mutalibe ibne Haxim, vulgarmente conhecido como Maomé.

Miguel Monteiro de Barros

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