Devemos rever a forma como avaliamos?
Num tempo cada vez mais marcado por formas de comunicação rápidas, fragmentadas e fortemente condicionadas pelos ambientes digitais, pelas redes sociais e, mais recentemente, pela inteligência artificial, a avaliação externa da História deveria caminhar em sentido contrário, valorizando precisamente as competências que estas tecnologias menos promovem. Consideramos, por isso, que seria desejável substituir a atual questão de desenvolvimento dos exames nacionais por um pequeno ensaio subordinado a um tema específico, mas suficientemente aberto para permitir ao aluno selecionar informação, organizar argumentos, estabelecer relações entre conhecimentos, fundamentar interpretações e construir uma reflexão historicamente sustentada. Um exercício desta natureza avaliaria de forma muito mais consistente capacidades como o pensamento crítico, a criatividade, a argumentação, a autonomia intelectual e a qualidade da expressão escrita, competências essenciais ao estudo da História e cada vez mais ausentes dos atuais modelos de avaliação.
