Arquivo de Destaques APH




Posição conjunta relativa ao despacho 5908/2017, das Associações de Professores de Geografia e de História

Após a publicação do despacho nº 5908/2017, ambas as associações elaboraram uma carta conjunta dirigida ao Sr. Secretário de Estado da Educação João Miguel Marques da Costa, expondo algumas dúvidas e reflexões. Na sequência desta fomos recebidos pelo Sr. Secretário de Estado. Nessa carta começávamos por saudar a promoção da autonomia necessária para que as escolas possam vir a enquadrar as aprendizagens numa perspetiva multidimensional, de forma a preparar os jovens para os desafios que se lhes colocam, tal como vem enunciado no Perfil do Aluno para o Século XXI. Abraçámos este projeto visto termos considerado que o mesmo fazia todo o sentido numa escola que se pretende inclusiva, criativa e adaptada às novas realidades sociais, económicas e culturais. Colocámos todo o nosso empenho na elaboração das aprendizagens essenciais (AE), exortámos os nossos associados a participarem no processo, tendo tido em linha de conta as suas contribuições. Posteriormente, as AE foram sendo reelaboradas e revistas num processo interativo com a DGE. Concordámos, desde o início, com a sua elaboração, visto que considerávamos que os documentos curriculares existentes se encontravam ultrapassados e pouco adaptados à realidade escolar atual. Assim, concordamos com o disposto no Artigo 2º, alínea c), onde as AE de cada área disciplinar e disciplina constituem as orientações curriculares de base na planificação, realização e avaliação do ensino e da aprendizagem.

Saudamos também o Artigo 5º, muito preciso relativamente à utilidade das matrizes anexas ao despacho. Nessas matrizes pode-se ler claramente que, no 3º ciclo, a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento pertence à área das Ciências Sociais e Humanas, sendo aquela, obrigatoriamente, coordenada/lecionada pelas disciplinas de História e de Geografia. Estas disciplinas são as que se encontram mais bem colocadas para estabelecerem pontes entre as aprendizagens de Cidadania e Desenvolvimento e todas as restantes disciplinas, abrindo-se assim espaço para, ao abrigo da flexibilização curricular, haver momentos em que estejam presentes professores coadjuvantes de outras áreas, privilegiando-se assim o trabalho de projeto na disciplina em causa. Na reunião acima mencionada, o Sr. Secretário de Estado referiu que esta nova disciplina deveria, de facto, ser prioritariamente lecionada por professores de História ou Geografia. Afirmou ainda que esta disciplina teria, apenas, 25 minutos semanais de lecionação, não retirando assim qualquer tempo letivo à Geografia e à História, mantendo-se na realidade a mesma carga horária semanal que consta no DL 129/2012[1]. Situação idêntica verifica-se no 2º Ciclo com a disciplina de HGP.

Face ao exposto consideramos que não existe qualquer razão para a diminuição da carga horária semanal e consequentemente dos tempos letivos das disciplinas mencionadas anteriormente. Neste sentido recomendamos:
- 2º Ciclo – 3 tempos letivos para o 5º e 6º Anos;
- 3º Ciclo – 6 tempos letivos para o 7º Ano, a dividir equitativamente pela Geografia e pela História; 5 tempos letivos para o 8º ano e 5 tempos letivos para o 9º ano, a distribuir também de forma equitativa pelas duas disciplinas (3+2 ou 2+3).
Reafirmamos o nosso pleno acordo relativamente às metodologias e possibilidades de desenvolvimento de trabalho interdisciplinar explanados no despacho. As duas associações que representam os professores de História e de Geografia encontram-se, no momento, a trabalhar na elaboração de propostas de projetos interdisciplinares, de acordo com o explanado no artigo 13º. Neste sentido juntamos três propostas de projetos interdisciplinares passiveis de ser aplicados ao longo de toda a escolaridade obrigatória.
Agradecemos que todos os colegas que se encontram em escolas com flexibilização curricular nos façam chegar as matrizes horárias semanais e as planificações dos projetos interdisciplinares.

Atenciosamente,

Os presidentes e vice-presidentes da APG e da APH,

Emília Sande Lemos
Miguel Monteiro de Barros
Ana Cristina Câmara
Marta Frade Torres

Nota: A APH e a APG pediram entretanto ao Sr. Secretário de Estado, João Miguel Marques da Costa, e na sequência da audiência que nos concedeu dia 17 de julho, onde nos foi confirmado que o tempo máximo semanal estipulado para a lecionação da nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento é de vinte e cinco minutos, que se proceda a uma retificação do despacho 5908/2017, colocando-se aí, de forma explícita, essa informação, de forma a não dar origem a interpretações menos corretas por parte das escolas, nomeadamente retirando tempos de lecionação à disciplina de HGP ou de História.

[1] A principal diferença que se verifica na matriz do Despacho n.º 5908/2017 é a transferência, para o 7º Ano, dos 250 minutos de lecionação anteriormente previstos para o 9º Ano.


CONFERÊNCIA INTERNACIONAL
Fundação Calouste Gulbenkian

'Ninguém sabe que coisa quer': A Grande Guerra e a Crise dos Cânones Culturais Portugueses

(2 dias, cada um correspondendo a 1 ação de curta duração de 6 horas)
28 e 29 de junho de 2017

Custo: gratuita

Inscrições: até ao dia 19/06/2017 para secretariadoaph@netcabo.pt ou por telefone.

Faça aqui o Download do Programa. (pdf | 214Kb)

Mais informações:
https://gulbenkian.pt/jardimdeverao/evento/tudo-se-desmorona/
https://gulbenkian.pt/noticias/jardim-de-verao-2017/

EUSTORY

Teve lugar em Lisboa, entre os dias 18 e 21 de maio, a conferência anual EUSTORY, que reúne os representantes dos diversos países europeus que fazem parte desta organização (http://eustory.org/home). A APH, enquanto organizadora do concurso EUSTORY em Portugal, em parceria ibérica com a Real Maestranza de Caballería de Ronda (http://eustory.es) foi a entidade anfitriã deste encontro, em que se trocaram experiências e se discutiram estratégias para o futuro.

Podem participar no concurso EUSTORY todos os alunos do 9º ano, do secundário (de todas as áreas de estudo) e de cursos profissionais do ensino secundário menores de 21 anos.

Os trabalhos podem realizar-se individualmente ou em grupo. Só é permitido um trabalho por pessoa ou por grupo (ver o link relativo ao concurso EUSTORY existente abaixo, nesta mesma página).

A participação dos alunos portugueses tem vindo a crescer e alunos portugueses têm recebido prémios todos os anos! Este concurso pretende promover boas práticas, nomeadamente através da promoção de uma investigação histórica séria e rigorosa, baseada na análise de fontes, recorrendo à multiperspetiva e à capacidade crítica.

A APH agradece o apoio dado pelo Padrão dos Descobrimentos e pelo CRIA (ISCTE) a este evento, tendo estas entidades tido a gentileza de nos cederem os espaços onde nos reunimos.

A APH, representada pelo seu seu presidente, passou a fazer parte do Steering Committee da organização EUSTORY (http://eustory.org/steering-committee) o que, esperamos, venha a ter um impacto positivo na disseminação do concurso e das atividades que lhe estão associadas.

Carta Aberta das Associações de Professores sobre o projeto Currículo para o Século XXI (pdf | 469Kb)

10ª Edição do Concurso de História para Jovens «Eustory»


Folheto Eustory Português (pdf | 639Kb)

31-10-2014

Congresso APH 2014 - A I Guerra Mundial: outras vozes, outros olhares